Publicado em 12/07/2019 às 10h12.

Diretor do Inema nega rompimento de barragem: ‘Fenômeno da natureza’

Topázio diz que a construção não tinha fiscalização rotineira porque não “se enquadrava como barragem”

Milena Teixeira

 

Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

 

O diretor de águas do Inema, Eduardo Topazio, negou que a barragem Riacho Lagoa Grande, no distrito de Quati, na cidade de Pedro Alexandre, no interior do estado, tenha rompido, na quinta-feira (11). Uma falha na construção deixou ruas inundadas e 350 famílias desabrigadas.

Para Topazio, a barragem transbordou por causa da água da chuva. Segundo o diretor do órgão ambiental, a presença da construção foi benéfica para a cidade, já que a barragem reteve o aguaceiro.

“A barragem contribuiu para a inundação não ser maior. A cidade ficou inundada por causa da chuva. Existe um certo alarmismo por causa da mineração, mas não existiu rompimento ali. O que aconteceu foi que choveu e aquela região é bem quente, isso é um fenômeno da natureza”, afirmou o diretor do Inema.

‘Não se enquadrava como barragem’

De acordo com Agência Nacional de Águas (ANA), o Inema é responsável por fiscalizar a barragem.

Segundo o diretor do órgão ambiental, a barragem, que foi construída pelo governo em 2000 e que pertence a Associação de Moradores da Comunidade de Quati, está em um rio estadual e, por isso, é de responsabilidade do Estado.

No entanto, Topázio diz que a construção não tinha fiscalização rotineira porque não “se enquadrava como barragem”.

“Não quesito segurança, ela não é cadastrada como barragem. Nós fizemos um levantamento vimos que ela não estava como barragem, até porque ela é muito antiga e pequena”, informou o diretor.

Resgate de famílias

 

Foto: Corpo de Bombeiros
Foto: Corpo de Bombeiros

 

Quarenta e oito bombeiros estão nos municípios de Coronel João Sá e Pedro Alexandre. A tropa atua no resgate às pessoas que estão desalojadas ou desabrigadas, após enchente. As equipes, compostas também por mergulhadores, fazem buscas nas áreas atingidas.

“Estamos atuando com força total, dando suporte à população. Ficaremos com efetivo reforçado na região por tempo indeterminado”, informou o comandante-geral do CBMBA, coronel BM Francisco Telles.

 

PUBLICIDADE