Publicado em 08/06/2018 às 15h40.

Gabrielli: ‘Essa política de preços da Petrobras é suicida’

"É uma bomba de efeito retardado, porque se os preços subirem, os R$ 13 bilhões alocados vão subir muito mais, o que torna inviável e insustentável em termos das contas do governo"

Redação
Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

 

Em entrevista à TVE Bahia (será exibida no domingo – 10, às 18h30), o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou que a solução encontrada pelo governo de Michel Temer para responder à manifestação dos caminhoneiros não resolverá o problema.

“Essa solução que o governo encontrou de manter a política de ajustes da Petrobras, compensar a companhia com variações, com redução de impostos e ao mesmo tempo garantindo que os preços ficarão relativamente estáveis por 60 dias, é uma bomba de efeito retardado, porque se os preços subirem, os R$ 13 bilhões alocados vão subir muito mais, o que torna inviável e insustentável em termos das contas do governo. É uma política suicida do ponto de vista do futuro”, considera Gabbrielli.

Ainda sobre o problema que levou às recentes manifestações dos caminhoneiros e que pararam o País por quase duas semanas, Sérgio Gabrielli avalia que “a economia estagnada há 3 anos e a política de ajuste diários nos preços do diesel”, elemento fundamental no custo do transporte, foram os principais motivos que levaram à manifestação.

“A economia brasileira declinou há 2 anos atrás e o último ano é basicamente a manutenção da atividade econômica”.

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