Publicado em 26/10/2018 às 17h44.

Iniciada em 2011, construção da Fiol continua parada até concessão

Obra irá escoar minérios e grãos do oeste da Bahia; continuam em operação apenas as atividades de manutenção de canteiros

Rayllanna Lima
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

 

Iniciativa do Governo Federal, a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) – que irá escoar minérios e grãos do oeste da Bahia – começou em 2011, mas continua se arrastando sem ser concluída.

Atualmente, continuam em operação apenas as atividades de manutenção de canteiros, sob responsabilidade da Valec, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes.

De acordo com o Governo da Bahia, as obras desaceleraram devido à restrição orçamentária da União. Também estão estão pendentes duas audiências públicas como parte do processo para realização da concessão, a serem realizadas em Ilhéus e Brasília.

Essas mesmas sessões chegaram a ser  publicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no Diário Oficial da União (DOU), agendando os encontros para os dias 21 (Ilhéus) e 25 (Brasília) de setembro deste ano. Mas nunca ocorreram.

Andamento – O trecho da Fiol, de Ilhéus a Caetité, está inserido na primeira rodada de licitações a serem realizadas pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da União, que está 70% concluído. Ao todo, já foram investidos mais de R$ 3,3 bilhões em toda a extensão da ferrovia no território da Bahia.

Com a inscrição da Fiol no PPI, em setembro de 2016, o Governo Federal acordou com o Governo da Bahia que fosse contratado, pelo Executivo estadual, a elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica – EVTE da Fiol.

O Estudo foi realizado por meio de licitação pública e entregue à União no final de 2017. A pedido do Governo Federal, o EVTE abrangeu todo o traçado da Fiol e atualizou os estudos da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) até a cidade de Água Boa, no Mato Grosso.