Publicado em 11/10/2016 às 12h20.

Operação Adsumus prende duas pessoas em Salvador na sua terceira fase

Outros dois investigados estão foragidos e há suspeita de que pessoas com foro privilegiado também atuem na esquema de fraudes

Redação
Foto: Divulgação MP-BA
Foto: Divulgação MP-BA

 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) prendeu dois investigados, na manhã desta terça-feira (11), como parte da terceira fase da Operação Adsumus. As duas prisões aconteceram em Salvador: uma em um prédio residencial em Piatã, com alvo ligado ao núcleo político de Santo Amaro, onde começou a investigação; e um empresário em uma casa em Stella Maris. Porém, outros dois mandados de prisão não foram cumpridos porque os empresários Paulo Vasconcelos, sócio de algumas empresas envolvidas no esquema, responsável pela locação de veículos e máquinas, e Roberto Santana estão foragidos.

A operação teve ainda dois mandados de condução coercitiva – um no bairro de Dom Avelar e outro em Brotas – e oito de busca e apreensão, nas cidades de Feira de Santana, Camaçari, Ipirá, Muritiba, Lauro de Freitas e Santo Amaro. Serão cumpridos ainda dois outros mandados de condução coercitiva. Conforme o MP-BA, há indícios de que existam pessoas com foro privilegiado envolvidas no caso.

Ainda segundo o MP, não dá para garantir que se trate da atuação de uma quadrilha – as empresas envolvidas atuam em 45 municípios e movimentaram recursos na ordem de R$ 370 milhões. “Porque cada um tem um foco e área diferente”, explica Pereira. Em Santo Amaro, onde começou a apuração, foram investigadas empresas de aluguel de máquinas. O MP trabalha agora em casos envolvendo obras públicas.

Na operação, o MP investiga que, além de Santo Amaro, em cerca de 45 municípios baianos ocorram fraudes em processos licitatórios, com empresas de fachada formadas por sócios laranjas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Santo Amaro, Lauro de Freitas, Camaçari, Muritiba e Ipirá. Os contratos investigados somam R$ 370 milhões.

Vice e secretário presos – A primeira fase da operação foi marcada pela prisão do vice-prefeito de Santo Amaro, Léo Pacheco (PSB), e do secretário de Obras e Serviços da cidade, Luís Eduardo Pacheco Alves, acusados de autorizar as ações da organização, que envolvia empresários e agentes públicos. Ambos estão em liberdade provisória desde o dia 3 de agosto, quando foram beneficiados por uma liminar e um habeas corpus, respectivamente.

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