Publicado em 11/04/2016 às 10h40.

Secretaria de Justiça acompanha prisão de líder indígena

Audiência, que deve decidir sobre a liberação do cacique e do irmão, acontece nesta segunda-feira

Redação
Foto: Reprodução
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As prisões do líder indígena Rosilvaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, e do irmão dele, José Aelson Jesus da Silva, o Teity Tupinambá, são acompanhadas pela Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Conforme o órgão, o líder indígena integra o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, coordenado no estado pela pasta. Uma audiência de custódia, que deve decidir sobre a liberação dos dois, será realizada nesta segunda-feira (11), às 14h, na Vara Federal de Ilhéus, no sul baiano.

O titular da pasta, Geraldo Reis, está na cidade para acompanhar a situação e visitou os acusados no presídio no sábado (9). A prisão aconteceu na quinta-feira (7), quando os dois suspeitos teriam tentado reagir a uma reintegração de posse na cidade de Olivença.

O advogado da comunidade indígena, Valdir Mesquita, negou a existência de armas e sinalizou uma suposta armação para incriminar o cacique. “O Babau informa que estava fazendo um ritual, um trabalho em uma aldeia vizinha de Olivença. Depois disso, Babau resolveu ir para casa dele de carro, junto com o irmão, quando a polícia atravessou as viaturas na estrada e o carro bateu, porque não tinha outra alternativa. Pegaram Babau, colocaram dentro de um carro, o irmão em outro [carro] e no caminho, mais à frente, juntaram os dois, levaram para a delegacia, apresentando a existência de armas que nunca existiram dentro daquele carro”, relatou Mesquita.

Já segundo a Polícia Federal, ao chegar na fazenda, que passava por reintegração de posse favorável a um produtor rural, desde a última quarta (6), a PM foi recebida pelos índios a tiros e pedradas. Babau teria tentado fugir em um carro e foi iniciada uma perseguição que terminou na detenção do cacique e de seu irmão por porte ilegal de arma. Eles ainda podem responder por resistência à ordem judicial e dano ao patrimônio privado, por ter depredado um maquinário do produtor rural e as viaturas da polícia.