Publicado em 19/03/2018 às 19h30.

Caso Marielle: Ministério muda versão de Jungmann sobre munição

O ministro da Segurança Pública havia anunciado, na última sexta (16), que as cápsulas usada no assassinato foram roubadas na sede dos Correios da Paraíba

Redação
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

O Ministério de Segurança Pública mudou a versão dada pelo ministro Raul Jungmann sobre a origem da munição usada nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do seu motorista Anderson Pedro Gomes.

Na última sexta-feira (16), Jungmann havia dito que a munição foi roubada “anos atrás” na sede dos Correios da Paraíba, mas, por meio de nota, o ministério corrigiu que “não associou diretamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas”, e que, ao citar, o ministro da Segurança Pública estaria dando um “exemplo de munição extraviada”.

Na cena do crime, a Polícia Federal encontrou diversas cápsulas de munição. Entre elas, estava o lote vendido para a PF de Brasília. O Ministério da Segurança Pública ainda afirma que a PF segue rastreando outros possíveis extravios.

Ainda de acordo com o ministério, a PF instaurou o inquérito policial na delegacia de Campina Grande (PB) para apurar um arrombamento a uma agência dos Correios de Serra Branca (PB) em 24 de julho de 2017.

“O arrombamento foi seguido de explosão do cofre de onde foram subtraídos objetos e valores. Na cena do crime, a PF encontrou cápsulas de munições diversas, dentre elas do lote ora investigado”, informou o ministério.