Publicado em 10/10/2018 às 07h39.

Jovem é agredida em BH por se negar a votar em Bolsonaro

A mulher, de 24 anos, foi jogada ao chão e machucou rosto e mão por eleitor do presidenciável; ela credita a agressão ao "ódio político" e preconceito por ser lésbica

Redação
Reprodução/ Site Em
Reprodução/ Site Em

 

Depois de uma médica do Rio Grande do Norte rasgar receita após paciente idoso dizer que votou em Fernando Haddad (PT), mais um caso de violência envolvendo a intolerância política nestas eleições foi registrado. Uma analista de operações, de 24 anos, afirmou, na terça-feira (9), que foi agredida ao afirmar que não votará em Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno destas eleições. O fato aconteceu em Belo Horizonte.

De acordo com o portal Em, a jovem, que pediu para ter o nome mantido em sigilo, fazia caminhada por volta das 5h quando passou por um homem que descarregava caixas em uma empresa. Segundo relato, o rapaz estava nervoso e falando sozinho, mas quando ela se aproximou, foi questionada sobre as eleições. Ao se manifestar contrária ao presidenciável, foi agredida.

“Quando disse que não votaria em Bolsonaro, ele jogou caixas em cima de mim. Eu caí no chão, machuquei o rosto e a mão. Fiquei desesperada e saí correndo”, afirmou ela, que fez um boletim de ocorrência em uma unidade móvel da Polícia Militar, conforme a publicação.

Lésbica, a jovem disse que foi agredida por preconceito e “ódio político”. “Não sou petista, mas o que o outro candidato quer fazer é uma ditadura. As pessoas sofreram muito com isso, jamais apoiaria um candidato que tem ódio das minorias e as pessoas LGBT. Eu sou uma delas”, continuou.

A mulher fez um relato da agressão em seu Instagram – que resolveu deixar privado por medo de retaliação. Segundo ela, foram várias as manifestações de apoio de amigos pela agressão sofrida.

“Familiar ou colega de trabalho que diz gostar de mim mas vota no Bolsonaro, tá (sic) com a mão suja de sangue, do meu sangue”, escreveu ela, que ainda postou uma foto com a mão imobilizada.