Publicado em 06/12/2017 às 18h20.

MPF denuncia Mantega e Foster por reter preços de combustíveis

Acusados teriam evitado o aumento dos preços dos combustíveis motivados pela campanha presidencial de 2014, que, à época, reelegeria a ex-presidente Dilma Rousseff

Redação
Foto: Reprodução
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O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entrou com ação de improbidade administrativa contra a ex-presidente da Petrobras Graça Foster, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e outros cinco ex-integrantes do Conselho de Administração da estatal petrolífera, sob a acusação de conduzir a política de preços da gasolina e do diesel com o suposto fim de controlar a inflação – entre 2013 e 2014 –, o que teria causado prejuízos à empresa.

Os procuradores sustentam que os então conselheiros de administração da estatal, sobretudo aqueles indicados pelo governo federal, evitaram o aumento dos preços dos combustíveis motivados pela campanha presidencial de 2014, que, à época, reelegeria a ex-presidente Dilma Rousseff.

Graça e Mantega teriam mantido uma política de retenção de preços dos combustíveis e a defasagem em relação ao mercado estrangeiro, o que causou prejuízos de dezenas de bilhões de reais à Petrobras.

Além de Mantega e Graça, também são alvo da ação a ex-ministra Miriam Belchior, o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, José Maria Ferreira Rangel e Marcio Pereira Zimmermann, todos ex-integrantes do conselho.

“Em realidade, eles atuavam segundo orientação do governo federal, que intentava segurar a inflação, tendo em vista as eleições presidenciais de 2014”, destacam os procuradores da República Claudio Gheventer, Gino Augusto de Oliveira Liccione, André Bueno da Silveira e Bruno José Silva Nunes, autores da ação.

 

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