Publicado em 07/08/2017 às 12h20.

PF combate prática de extorsão contra a Vale

Criminosos entravam em contato com funcionário da empresa e indicavam as torres atacadas e exigiam quantias que chegavam a R$ 15 mi para cessarem ataques

Redação
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

 

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (7) a Operação Extortore, voltada à investigação dos responsáveis por diversos atos de sabotagem praticados em Parauapebas, no Pará, com o propósito de forçar à empresa Vale S.A. ao pagamento de valores pecuniários indevidos. Ao todo, a PF cumpre dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.

Desde maio de 2016, diversas torres de transmissão de energia, destinadas ao atendimento das atividades desenvolvidas pela companhia na região foram alvo de ataques de criminosos, que desparafusavam as bases das torres e deixava na iminência de cair.

Em seguida, os criminosos entravam em contato com um funcionário da área de segurança da empresa e indicavam as torres que foram atacadas e em seguida exigiam quantias que chegavam a R$ 15 milhões para cessarem os ataques.

A investigação, que teve início na Polícia Civil, foi assumida pela Polícia Federal após a constatação de que os mesmos indivíduos foram responsáveis pelo ataque à estrada de ferro Carajás, em 19 de outubro de 2016, em uma detonação de explosivos, que causou danos à estrutura da estrada de ferro, que atraiu o interesse da União.

Após o caso, as ameaças chegaram a cessar por um período, o que dificultou o aprofundamento das investigações. No entanto, novos atos de sabotagem voltaram a ser praticados, nos últimos meses, e demandou um acompanhamento intenso da situação e uma ação enérgica da PF.

Os crimes investigados são os de extorsão, explosão, perigo de desastre ferroviário, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e fabricação de artefatos explosivos, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos de reclusão.