Publicado em 06/12/2017 às 15h20.

Reitor e vice-reitora da UFMG são conduzidos coercitivamente pela PF

Jaime Arturo Ramirez e Sandra Goulart Almeida foram levados para a Superintendência da PF, em BH; suposto desvio de R$ 4 milhões é apurado

Redação
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

 

O reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, e o presidente da Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), Alfredo Gontijo de Oliveira, foram conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (6), em Belo Horizonte.

A operação Esperança Equilibrista investiga um suposto desvio de cerca de R$ 4 milhões em recursos públicos na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil.

Consta na decisão judicial que, além dos atuais reitor e vice-reitora, também foram alvo da condução as ex-vice-reitoras Rocksane de Carvalho Norton e Heloisa Gurgel Starling, segundo o G1.

Outras duas mulheres contratadas pela Fundep, Silvana Coser e Sandra Regina de Lima, também foram levadas para a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

Em nota, a assessoria de imprensa da UFMG informou que os autos da diligência foram liberados e a instituição examina os documentos para, então, emitir posicionamento.

O reitor e seu advogado não quiseram falar com a imprensa na saída da Polícia Federal. O presidente da Fundep também disse que não vai se pronunciar.

Na saída, Silvana Coser, contratada da Fundep, negou ter conhecimento de fraude de recursos. Ela disse que foi chamada pela Polícia Federal em casa, às 6h desta quarta, e prestou depoimento por horas.

“Primeiro, estou sabendo deste valor [R$ 4 milhões] por vocês. Eu desconheço isso. Até porque eu trabalho em uma instituição íntegra, séria e com 90 anos de história para provar. Não só a instituição é séria como as pessoas envolvidas são sérias. De modo que eu desconheço qualquer desvio”, afirmou Silvana.

 

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