Publicado em 07/12/2017 às 16h40.

Ufba declara apoio a dirigentes da UFMG: ‘Operação abusiva’

Em nota, o centro acadêmico afirmou que universidade pública gratuita “está ameaçada por ventos sombrios”; gestores da UFMG foram alvos de operação da PF

Maria Paula Marques
Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Foto: Divulgação)
Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Foto: Divulgação)

 

A Universidade Federal da Bahia (Ufba), em nota, declarou apoio aos reitores e ex-reitores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal, alvos da Operação Esperança Equilibrista, na quarta-feira (6).

A ação da PF investiga os dirigentes da universidade mineira por suposto desvio de R$ 4 milhões em recursos públicos na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil.

“As alegadas razões para a chamada condução coercitiva dos dirigentes e ex-dirigentes da UFMG, numa operação claramente abusiva e desnecessária, ironicamente chamada ‘Esperança Equilibrista’, envolvendo 84 agentes da PF para produzir, dessa forma, uma exposição espetacular de pessoas no exercício de sua função pública, incluem o dado de haver apenas um prédio até agora construído com os recursos destinados ao projeto do Memorial da Anistia”, diz o comunicado.

Para a instituição baiana, “as universidades públicas brasileiras vêm sendo transformadas em lugar de insegurança e medo por quem volta as costas ao caráter especial dessas instituições. E ao negar esse caráter, tenta criminalizá-las pelo mero fato de exercerem suas funções”.

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