Publicado em 14/02/2018 às 15h40.

Prefeitura estuda novos espaços para o Carnaval de Salvador

Estudo sobre ocupação de novos espaços públicos para o Carnaval será feito pela Secult

Redação
Foto: Divulgação / PMS
Foto: Divulgação / PMS

 

O prefeito ACM Neto (DEM) revelou em coletiva de imprensa concedida nesta Quarta-Feira de Cinzas (14), que será realizado um estudo pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) sobre ocupação de novos espaços públicos para o Carnaval. Essa preocupação, de acordo com o prefeito, vem exatamente da nova realidade observada na folia deste ano, que registrou um número maior de pessoas nas ruas.

“Queremos avaliar, nesse estudo, quais os movimentos futuros para o Carnaval de Salvador. No passado, tínhamos apenas o circuito do Centro, depois foi dividido também para a Barra, que, posteriormente, passou a concentrar grande parte dos foliões. Agora, no entanto, voltamos a observar um equilíbrio entre os dois locais por conta do estímulo aos desfiles sem cordas. Isso não quer dizer que os resultados desse estudo sejam implementados num curto prazo, mas precisamos levar em conta essa nova realidade com o crescimento da pipoca”, disse Neto.

Nesse ano, cerca de 1,8 milhão de pessoas curtiram a pipoca diariamente no Carnaval, com destaque para o domingo, a segunda e a terça-feiras no Circuito Osmar (Centro).

“Certamente, a pipoca é o destaque principal deste Carnaval. Esse não é um movimento contra ninguém; é um movimento a favor da vontade das pessoas. Esse movimento é, inclusive, um elemento de comemoração do que foi planejado para este ano”, destacou o prefeito.

Entre outros ajustes que devem ser realizados para a festa do próximo ano está o esquema de serviços planejados para o Pipoco, um dos eventos de pré-Carnaval realizados na Barra – ao lado do Furdunço e do Fuzuê, movimentos já consolidados.

Números: Foram, no total, quase 1,2 mil horas de música e muitas novidades, como o primeiro Carnaval Náutico, que aconteceu na Baía de Todos-os-Santos, com um público de 1,5 mil pessoas e 150 embarcações. O projeto Pôr do Sol, na Praça Castro Alves, que esse ano aconteceu durante três dias, com shows gratuitos em cima do trio de nomes como Moraes Moreira, Baby do Brasil e Armandinho, mobilizou 50 mil foliões por dia.

Durante o período carnavalesco, os turistas nacionais chegam a desembolsar cerca de R$ 4,9 mil, enquanto que os baianos costumam gastar cerca de R$ 1,7 mil e os estrangeiros, R$ 3,5 mil. Pelo aeroporto, chegaram quase 77 mil turistas, contra aproximadamente 71 mil da folia do ano passado (entre 8 e 13 de fevereiro). Pelo porto foram 32 mil. E, pela rodoviária, a estimativa é de 82 mil passageiros, contra 78 mil de 2017.

Os módulos assistenciais à saúde montados pela Prefeitura nos circuitos do Carnaval contabilizaram 4.953 atendimentos, número 3,5% menor que a folia momesca do ano passado. A redução dos casos de violência foi um dos principais motivos da queda significativa das ocorrências registradas durante toda a festa.