Publicado em 14/02/2018 às 22h03.

Serviço de combate ao racismo fez 1,3 mil abordagens em Salvador

Profissionais da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) entrevistaram foliões e trabalhadores, principalmente vendedores ambulantes e cordeiros

Redação
Foto: Paula Fróes/Gov-BA
Foto: Paula Fróes/Gov-BA

 

Prestado pelo governo do Estado, o serviço de enfrentamento ao racismo no Carnaval de Salvador alcançou a marca de 1.321 abordagens em seis dias de festa, por meio da equipe do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela. Profissionais da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) entrevistaram foliões e trabalhadores, principalmente vendedores ambulantes e cordeiros.

Os números foram divulgados pela titular da pasta, Fabya Reis, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (14), no Campo Grande. Os entrevistados pela Sepromi, mais de 70% autodeclarados negros, receberam material informativo e orientações sobre procedimentos de denúncia em casos de violação de direitos.

As ‘sensibilizações’ ocorreram nos circuitos Osmar, Dodô e Batatinha e também chegaram aos carnavais de bairro, a exemplo da Liberdade, Cajazeiras e Nordeste de Amaralina, por meio da Unidade Móvel do Centro Nelson Mandela.

Para Fabya Reis, os trabalhos cumprem, sobretudo, o papel educativo e de reforço à luta antirracista. “Nosso serviço desenvolvido ao longo dos carnavais já faz parte das ações estratégicas anuais, potencializando as políticas de promoção da igualdade racial. Neste ano, podemos destacar como grande incremento a atuação da Unidade Móvel do Centro Nelson Mandela, o que garantiu um trabalho itinerante nos espaços de festa”, disse a gestora.