Publicado em 06/12/2017 às 20h40.

Indústria baiana deve voltar a crescer em 2018, estima Fieb

A produção industrial brasileira também deverá voltar a crescer de forma mais substancial, em 2018 (2%), segundo relatório do Banco Central

Redação
Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb
Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (6), alertou para a instabilidade vivida no país às vésperas de ano eleitoral. “É a primeira vez que vemos uma conjuntura política tão instável. Faltando menos de um ano para as próximas eleições presidenciais, sequer sabemos quem serão os principais candidatos, muito menos quais as propostas de governo que serão colocadas à mesa. Para a indústria, que precisa planejar os investimentos com muita antecedência, essa instabilidade é o pior dos mundos”.

Ele avaliou, em coletiva, que o PIB do Brasil deverá crescer 2,5%,em 2018, bem abaixo da média esperada para as economias emergentes (4,8%) e, além disso, sobre uma base de comparação muito deprimida. Em sentido contrário, a inflação deverá ficar abaixo da meta (4%) e os juros (Selic) devem permanecer no menor patamar histórico (7%). Além disso, haverá redução do desemprego, porém de forma lenta.

A produção industrial brasileira também deverá voltar a crescer de forma mais substancial, em 2018 (2%), segundo relatório do Banco Central. A indústria da Bahia, considerada a 7ª maior do país, crescerá 2,5% no próximo ano, na avaliação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), com seus principais segmentos retomando o nível de atividade de passado recente.

Nesse cenário, o Sistema Fieb planeja manter, em 2018, os investimentos previstos, independente da queda de arrecadação registrada nos últimos anos.No total, a instituição investirá nada menos que R$ 103 milhões, dos quais R$ 68 milhões oriundos do Senai e R$ 34 milhões do Sesi.

Grandes projetos estão já em implantação – como o Cimatec Industrial, cuja primeira etapa será entregue em junho do próximo ano, no Distrito Industrial de Camaçari; e o Instituto de Tecnologia da Saúde, que irá apoiar a área de saúde no Brasil com o desenvolvimento de medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o SUS.E outros estão em planejamento, a exemplo do Centro Odontológico, que hoje funciona no Lucaia e passará para uma ampla área em Piatã, ao lado da Escola Djalma Pessoa e do Senai Cimatec.

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