Publicado em 07/02/2018 às 22h20.

Ministro destaca potencial da cultura para o desenvolvimento econômico

Governo pretende investir R$ 1 bilhão no segmento audiovisual, no âmbito do Programa Cultura Gera Futuro

Redação
Foto: Reprodução/Folha de S. Paulo
Foto: Reprodução/Folha de S. Paulo

 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, informou nesta quarta-feira (7) que o governo pretende investir R$ 1 bilhão no segmento audiovisual, no âmbito do Programa Cultura Gera Futuro, que visa valorizar a política cultural como ingrediente estratégico para o desenvolvimento econômico. Na primeira fase, serão 11 editais para a área, que deverão ser publicados no Diário Oficial da União até o dia 26 deste mês. As inscrições poderão ser feitas no site do ministério.

Ao prestar a informação, o ministro afirmou que não se deve mais relegar a política cultural à classificação de “política compensatória”. Ele disse que a iniciativa pretende chamar a atenção da população e também do Poder Público pelo potencial que tem de contribuir para a economia. Segundo o ministro, um estudo apresentado por consultores da PricewaterhouseCoopers mostrou que as atividades de economia criativa no Brasil crescem, em média, 4,6%, a cada ano, índice acima da média mundial. “A média salarial na economia criativa é duas vezes maior que na indústria farmacêutica e têxtil”, acrescentou.

O programa Cultura Gera Futuro, mais especificamente o fragmento Audiovisual Gera Futuro, busca um tratamento mais equânime na indústria cinematográfica, estimulando a participação de mulheres, negros e indígenas e tem como base um levantamento da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que revelou, no mês passado, que nenhum dos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em 2016 foi dirigido ou roteirizado por uma mulher negra. Na outra extremidade, os homens brancos desfrutaram de muito prestígio, assinando a direção e o roteiro em 75,4% e 59,9% dos filmes analisados.