Publicado em 22/09/2018 às 18h05.

Ciro se coloca como conciliador, ataca Bolsonaro e PT e poupa Lula

Em terceiro lugar nas pesquisas, pedetista avalia ser capaz de unificar o país ao governar "para todos os brasileiros"

Fernando Valverde / Rodrigo Aguiar
Foto: Rodrigo Aguiar / bahia.ba
Foto: Rodrigo Aguiar / bahia.ba

 

Em visita a Salvador, o candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou que, apesar da sua preocupação com os pobres, quer governar para todos os brasileiros.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenções de votos, o pedetista pretende se mostrar como um político capaz de unificar o país. “Quero unir o Brasil que produz com o que trabalha”, afirmou Ciro. O presidenciável disse ainda que nenhuma família brasileira deveria brigar por questões político-partidárias.

Apesar de se mostrar como um candidato da conciliação, o pedetista voltou a chamar o adversário Jair Bolsonaro (PSL) de “nazista” e o General Mourão (PRTB), seu vice, de “jumento de carga” e “vagabundo”. No caso do general, Ciro criticou a fala do militar sobre famílias chefiadas por mulheres serem mão de fábrica para o tráfico.

Mesmo com as criticas feitas ao PT durante o seu discurso, Ciro poupou o ex-presidente Lula. “O meu amigo Fernando Haddad perdeu em São Paulo com o apoio do Lula e meu nos bairros pobres e ricos. Isso não o desmerece, mas na hora do extremismo não podemos brincar com fogo”, defendeu.

O candidato do PDT também elogiou o governador Rui Costa e o ex-governador Jaques Wagner, ao destacar a aliança entre os partidos na Bahia

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