Publicado em 29/10/2018 às 20h40.

Eleitorado discorda de Bolsonaro sobre posse de armas, diz Datafolha

No Nordeste, onde Fernando Haddad (PT) foi melhor do que Bolsonaro, o índice de pessoas que acham que armas devem ser proibidas é ainda maior: 65%.

Redação
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (29) aponta que o eleitorado brasileiro parece discordar do discurso do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) a favor do posse de armas.

Segundo a pesquisa, 55% das pessoas dizem acreditar que a posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas. Por outro lado, para 41% dos entrevistados, a arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defender. Há ainda 4% que disseram não saber.

No Nordeste, onde Fernando Haddad (PT) foi melhor do que Bolsonaro em todos os estados, o índice é ainda maior: 65%.

A proposta de ampliar o posse de armas consta no plano de governo do presidente eleito e já foi defendida pelo “braço direito” dele, o senador Magno Malta (PR-ES), logo após o resultado das urnas.

Aceitação da homossexualidade – O Datafolha também ouviu os eleitores sobre a aceitação da homossexualidade.

Em 2011, ele chegou a afirmar que: “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. Ao decorrer da campanha das eleições deste ano, ele recorreu a um tom mais ameno, dizendo que não é homofóbico, embora tenha declarado que iria acabar com “coitadismo” e sua campanha tenha insistido na notícia falsa que relaciona Haddad com um “kit gay”.

Porém, segundo a pesquisa, para 74% dos entrevistados, a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade. Outros 18% pensam que a homossexualidade deve ser desencorajada por toda a sociedade. Outros 8% que não opinaram acerca do tema.