Publicado em 11/10/2018 às 18h20.

‘Imprensa lixo’, diz Bolsonaro em publicação sobre morte de mestre de capoeira

Candidato do PSL divulgou entrevista em que criminoso desmente o próprio depoimento, que confessa motivação política

Juliana Almirante
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

 

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, voltou a fazer críticas à imprensa, desta vez em uma publicação sobre a morte do músico, compositor e mestre de capoeira Moa do Katendê.

“Imprensa lixo”, escreveu o candidato, pelo Twitter, nesta quinta-feira (11), ao republicar um vídeo postado pelo usuário “Bolsonaro Presidente”, que por sua vez publicou que “O assassino do professor de capoeira não é eleitor do Bolsonaro. O crime não teve nada a ver com política”.

No vídeo, o autor do crime,  Paulo Sérgio Ferreira de Santana, que já confessou a motivação política à polícia, mudou o depoimento oficial e se desmentiu em conversa com imprensa, dizendo a discussão teria a ver com futebol.

Segundo a polícia, no entanto, Paulo Sérgio deu detalhes sobre o crime. Ele chegou ao bar declarando voto em Bolsonaro e disse que “o Brasil precisa se livrar do PT”. Paulo Sérgio afirmou à polícia que, durante a discussão, foi xingado pelo mestre de capoeira. Após a discussão, ele foi em casa e voltou com uma peixeira, que usaria para golpear a vítima. O autor confessou ter atingido as costas e o pescoço do capoeirista.

Questionado pela imprensa sobre o crime cometido pelo apoiador, Bolsonaro questionou o que teria a ver com o fato e chamou o assassinato de “excesso”.  “O cara tem uma camisa minha, comete um excesso, o que é que eu tenho a ver com isso? Eu peço ao pessoal que não pratique isso, mas que eu não tenho o controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”, declarou.

 

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