Publicado em 18/09/2018 às 22h20.

Líderes do grupo ‘Mulheres contra Bolsonaro’ relatam ameaças à Defensoria

As criadoras do movimento nas redes sociais querem "salvaguardar tanto o direito à liberdade de expressão quanto própria integridade física"

Redação
Foto: Divulgação/DPE
Foto: Divulgação/DPE

 

Três representantes do grupo Mulheres Unidas contra Bolsonaro, que juntou milhares de mulheres no Facebook contra o candidato à Presidência pelo PSL, procuraram a Defensoria Pública do Estado Da Bahia(DPE-BA) nesta terça-feira (18) a fim de relatar ameaças sofridas por conta da criação da página.

O grupo, que ganhou grande visibilidade nas últimas semanas, foi alvo de invasões hackers, chegando a ficar fora do ar e a ter o perfil completamente alterado.

“Primeiro liberdade de expressão, né? Porque num estado democrático não estamos cometendo nenhum crime, seguimos o que determina a lei eleitoral do país. Não é possível que tenhamos que ser silenciadas dessa forma”, lamentou a baiana criadora do grupo, Ludimilla Teixeira. Além da invasão das páginas, foram hackeados e-mails, whatsapp e dispositivos pessoais, como smartphone.

Segundo Ludimilla, as senhas continuam em posse de terceiros. “Estou sem telefone, tenho que ir à operadora resgatar o meu chip, que foi localizado em São Paulo. O ataque começou através do meu aparelho”, relatou.

Após receber a denúncia, defensor público geral do Estado, Clériston Cavalcante de Macêdo, afirmou que a Instituição de acesso à justiça repudia o “atentado ao Direito de Expressão e que a livre manifestação é essencial para a democracia”.

Após receber e orientar as vítimas do ataque cibernético, a Administração Superior da Defensoria encaminhou-as ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), onde foram recebidas pela procuradora-geral, Ediene Lousado.