Publicado em 21/01/2016 às 14h00.

Documentário Resiliência será exibido no festival de Capoeiragem

Filme conta a história de Sidney Santos, o Meia Lua, que mesmo paraplégico tornou-se mestre de capoeira

Agência Estado
Foto: Reprodução Vimeo
Foto: Reprodução Vimeo

 

O cineasta baiano Ricardo Koanuka, radicado na Suécia, exibe nesta quinta e sexta-feira (21 e 22), durante o V Festival Internacional de Capoeiragem, o documentário Resiliência, que iniciou turnê mundial na Bahia. O filme conta a história de Sidney Santos ou, simplesmente, Meia Lua, como é conhecido, e retrata o poder da capoeira no processo de inclusão social. Realizado no Forte da Capoeira, no bairro do Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador, o festival atrai pessoas de mais de 15 nacionalidades.

Meia Lua, 38 anos, é casado, tem dois filhos, sendo um adotivo, é vendedor ambulante e morador do bairro de São Caetano. Paraplégico, Sidney nasceu sem deficiência, porém, aos dez meses de idade, ao lhe aplicarem uma injeção na coluna, ficou paraplégico. Ao longo do tempo, desenvolveu uma técnica própria de andar, tornou-se mestre de capoeira e vendedor ambulante. “Ele é um cara cheio de energia e em nenhum momento se sente limitado ou diminuído. História como essa me inspira. Esse é um trabalho que fizemos com muito amor”, conta o cineasta.

Mesmo antes do lançamento oficial, o documentário, que conta com apoio do governo da Suécia, trilha um caminho de sucesso. Filmado em Salvador e editado na Suécia, Resiliência será apresentado em festivais internacionais como o Gotemburgo Film Festival (Gotemburgo, Suécia), o Tempo Filme Festival (Stockholm, Suécia) e o Picture This Film Festival (Calgary, Canadá). “Nossa participação no Festival Internacional de Capoeiragem, que é o maior evento de capoeira do mundo, também é um reconhecimento a esse público que tem amor pela capoeira”, destaca Koanuka.

Documentário- O filme conta a história de um homem que, apesar de todas as dificuldades reais que a vida lhe impôs, enfrentou todos os obstáculos com resiliência. Com 27 minutos de duração, Resiliência foi rodado em Salvador, entre os anos de 2012 e 2014, com edição e finalização na Suécia, no ano passado, e contou com o apoio da produtora sueca Christina Wallin.

“Nosso objetivo foi mostrar que, apesar de todas as dificuldades vivenciadas pelo Sidney, ele conseguiu transformar a sua realidade. O nosso personagem é cheio de energia, de esperança. O que me fez escrever e filmar a história dele foi justamente isso, o fato dele transformar toda a negatividade a seu favor”, avalia o cineasta.

Cidade Negra-  O documentário também mostra as ruas de Salvador, pontos turísticos, como Pelourinho e Mercado Modelo, a Feira de São Joaquim e o bairro de São Caetano, seguindo a rotina de trabalho do personagem, que viaja nos ônibus da capital comercializando produtos. “Percorremos a cidade para contar a história do Sidney, uma história de superação e inclusão, que muito nos orgulha. Além disso, o doc também é um marco para quem vê a Bahia de fora. Além dos pontos turísticos, mostramos a cidade como ela é, uma Salvador que ninguém vê, a nossa baianidade e, sobretudo, a parte negra da Bahia”.

Serviço
O que: Turnê mundial do documentário Resiliência, do baiano-sueco Ricardo Koanuka

Quando: 21 e 22 de janeiro

Onde: Festival Internacional de Capoeira, no Forte da Capoeira, localizado no bairro do Santo Antonio além do Carmo)
Confira o trailer: https://vimeo com/koanuka/resilience

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