Publicado em 20/08/2018 às 20h20.

Líder do movimento #MeToo acusada de pagar para abafar caso de abuso sexual

A historia foi publicada no New York Times através de uma denúncia anônima

Redação
Foto: Getty Imagens.
Foto: Getty Imagens.

 

Asia Argento, líder do movimento #MeToo, que luta contra o assédio na indústria cinematográfica, e uma das vítimas de Harvey Weinstein, pagou 330 mil euros a ator para calar uma acusação de abuso sexual que ela própria teria cometido. A historia foi publicada no New York Times através de uma denúncia anônima.

Um mês depois do famoso artigo da revista New Yorker, onde aparecia como vítima do dono da Weinstein Company, a atriz e realizadora italiana recebeu um pedido de compensação de 3,5 milhões de dólares (€3,06 milhões) por danos emocionais e abusos que teriam sido infligidos pela atriz a Jimmy Bennett, hoje com 22 anos.

O caso teria ocorrido em 2013, quando ele era menor e ela tinha 37 anos. O valor da compensação foi calculado com base nos 2,7 milhões de dólares (€2,36 milhões) que ganhou nos cinco anos que precederam o episódio.
foi uma das 13 mulheres apontadas como vítimas do produtor Harvey Weinstein no famoso artigo publicado em outubro de 2017 na revista New Yorker, que fez rebentar o escândalo dos abusos sexuais em Hollywood e lançou o movimento #MeToo.

A denúncia foi4 publicada no New York Times, que recebeu um email anônimo com todos os documentos e uma selfie com os dois atores na cama, datada de maio de 2013, dois meses depois de Jimmy Bennett fazer 17 anos. Segundo o jornal americano, o jovem (que, aos oito anos, interpretou o filho da personagem de Asia Argento, no filme The Heart Is Deceitful Above All Things) acabou por receber apenas 380 mil dólares (€330 mil).

Nos documentos enviados pelos advogados de Jimmy Bennett à atriz, o caso Weinstein é especificamente mencionado. “Os seus [de Bennett] sentimentos sobre esse dia vieram à tona recentemente quando a senhora Argento chamou a atenção para ela própria como uma das muitas vítimas de Harvey Weinstein.”