Publicado em 08/11/2018 às 09h16.

‘Não me acho empoderada, eu me acho é poderosa’, diz Karol Conká

Cantora e apresentadora de TV explicou em entrevista ao O Globo que "tem pessoas distorcendo" a palavra "empoderamento" para parecerem "lacrativas"

Redação
Foto: Daniel Caron
Foto: Daniel Caron

 

Ativista do feminismo e uma referência para jovens desta geração, a rapper curitibana Karol Conká afirmou que o o tema tem se tornado “clichê”, e prefere ser “poderosa” a receber o título de “empoderada”.

“Não me acho empoderada, eu me acho é poderosa. Faço exatamente o que eu quero, não sou uma marionete”, disse a cantora em entrevista ao O Globo sobre o lançamento do seu novo disco “Ambulante”.

Modelo e apresentadora do “Superbonita” da GNT, Karol ressalta a importância de “falar do poder da autoestima”, mas que há “pessoas distorcendo” o sentido de “empoderamento”, para poder “lacrar” – gíria conhecida no meio LGBT para definir alguém que se saiu bem em relação a alguma situação.

“É importante também ressaltar que tem pessoas distorcendo o sentido da palavra, se aproveitando da situação para parecerem um pouco mais lacrativas. Fica aquela moralidade insuportável”, explica.

Ela lamenta que muitos acreditem que o “feminismo é mulher que odeia homem” e que o tema, tão importante, tenha se tornado “clichê” e acaba sendo “ridicularizado”.

O disco “Ambulante”, que será lançado nesta sexta-feira (9), teve um press release escrito por ninguém menos do que Elza Soares, que explica a escolha da palavra pela artista:

“O ambulante é aquele que se joga ao mundo sem medo, sem pudor, levando suas andanças a todos, sem distinção, suprindo necessidades que até mesmo quem as tem desconhece”.