Publicado em 10/10/2018 às 08h37.

Roger Waters chama Bolsonaro de ‘neofascista’ e divide plateia

Ex-Pink Floyd pediu resistência a movimentos de extrema-direita pelo mundo, exibiu a hashtag "EleNão" no show em São Paulo e disse: 'Sou a favor dos direitos humanos'

Redação
Foto: Reprodução/Twitter
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Em sua primeira apresentação na turnê “Us + Then” pelo Brasil, o músico Roger Waters, um dos fundadores da banda Pink Floyd, dividiu a plateia ao chamar Jair Bolsonaro (PSL) de “neofascista” em São Paulo, um dos maiores redutos eleitorais do capitão. Enquanto muitos aplaudiam a exibição de uma lista de governantes autoritórios, incluindo o candidato do PSL e o norte-americano Donald Trump, outros vaiaram e causaram constrangimento no artista.

Na música de abertura, o clássico “Another brick in the Wall”, crianças e adolescentes de comunidades paulistanas acompanharam em coreografia, vestidos de macacões laranjas, típicos de prisioneiros americanos. No intervalo do show, a lista foi colocada no telão alertando para os políticos “neofascistas” e slides que pediam resistência.

Foto: Reprodução/Twitter
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No fim da apresentação, após a música “Eclipse”, Waters mostrou no telão a hahstag “EleNão” e ouviu mais uma vez, protestos da plateia: muitos gritos e xingamento. Ele ainda voltaria a exibir mensagem curta contra Bolsonaro durante “Mother” e as vaias ficaram ainda mais fortes.

Em alguns momentos, o músico precisou parar o show por causa dos gritos vindo da plateia e resolveu se posicionar:
“Sou contra o ressurgimento do fascismo. E acredito nos direitos humanos. Prefiro estar num lugar em que o líder não credita que a ditadura é uma coisa boa. Lembro das ditaduras da América do sul e foi feio”, disse Waters.