Publicado em 12/10/2016 às 12h03.

Artistas contam o que aprontavam quando crianças; confira

Em comemoração ao Dia das Crianças, o bahia.ba perguntou a Luiz Caldas, Evandro Mesquita, Tays Reis, Frank Menezes, Carlos Prazeres e Armandinho quais peripécias marcaram as suas infâncias

Evilasio Junior / Clara Rellstab

Não tem jeito: se tem criança na história, haverá peripécias. Em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado nesta quarta-feira (12), o bahia.ba pediu fotos antigas de alguns artistas, perguntou o que eles aprontavam na infância e saiu de tudo.

Teve gente que desde pequeno já trocava brinquedos por instrumentos, inventava aniversários, tinha “ideia de jerico” para provar coragem, desconhecia megacelebridade porque só ouvia música erudita, evitava brigas com o bandolim e até “serial killer” de aves. Confira:

"Minha mãe deve ter", respondeu Luiz Caldas sobre fotos suas criança (Foto: Divulgação)
“Minha mãe deve ter”, respondeu Luiz Caldas sobre fotos suas quando criança (Foto: Divulgação)

 

Luiz Caldas – Multi-instrumentista e inventor do “Fricote”, Luiz Caldas já mostrava desde pequeno quem seria quando crescesse. Em vez de se contentar com “brinquedos normais”, como carrinhos e bonecos, o músico preferia improvisar instrumentos com tudo que aparecesse. “Fazia bateria com as latas, uma escova virava microfone, uma vassoura virava pedestal, um pedaço de madeira virava uma guitarra… Ou seja, eu já brincava me divertindo com música, com o que eu gosto e continuo sendo criança até hoje. É muito legal ser criança. Solte a criança que tem dentro de você e você vai ser um ótimo profissional, eu te garanto!”, sugeriu. Ele foi o único a não mandar a foto da infância porque não guarda os registros: “minha mãe deve ter”, brincou.

Fotomontagem: Bahia.ba
Fotomontagem: Bahia.ba

 

Evandro Mesquita – Vocalista da banda Blitz e ator da TV Globo, Evandro Mesquita já demonstrava toda a sua irreverência e, como bom carioca, deu um “jeitinho” de bater parabéns mais de uma vez ao ano. “Me lembro que, quando eu era do primário, eu via sempre as pessoas fazendo aniversário, ganhando presente e fazendo aquela festa na escola. O meu cai em fevereiro só, daí sempre só ia família, primos, irmãs e tal. Um dia, então, eu eu inventei que era meu aniversário para os colegas do colégio e ganhei até presente: uma caixa de lápis-de-cor. Até que meu tio foi me buscar e recebeu os parabéns da professora”, contou.

Fotomontagem: Bahia.ba
Fotomontagem: Bahia.ba

 

Tays Reis, da Banda Vingadora – No caso de Tays Reis, da banda Vingadora, sensação do carnaval de Salvador em 2016, a tentativa de provar que era corajosa acabou em desastre. “Eu sempre fui bobona, sempre fui a boba da turma, medrosa, tinha medo de tudo. Só que, nesse dia, resolvi impressionar meus amigos, mostrar que eu também sabia fazer aquilo que todo mundo tava fazendo. Aí a ideia – ideia de “jerico” –, era pular de uma pilastra para a outra, na cantina do colégio. Na hora que eu pulei, uma perna foi e a outra ficou. Caí no chão, me ralei inteira e o pessoal, ao invés de me ajudar, caiu na risada”, relatou.

Fotomontagem: Bahia.ba
Fotomontagem: Bahia.ba

 

Frank Menezes – A história do ator Frank Menezes é a prova de que toda tragédia tem no fundo uma comédia. “Nem sei se dá para chamar de peripécia. Eu era muito inocente, devia ter uns três a quatro anos, e causei uma chacina no galinheiro lá de casa. A galinha, coitadinha, teve pintinhos e eu achei tudo muito sujo e resolvi dar banho. Botei todos eles dentro do balde, com sabão e escova, torci e pendurei no varal. Cinco morreram e eu não sei quantos sobreviveram. Eu não lembro dessa minha ação de serial killer, mas isso é um fato histórico na minha família, os mais velhos sempre contam”, recordou.

Carlos Prazeres e seu irmão, Felipe Prazeres (Foto: Reprodução/Instagram)
Carlos Prazeres e seu irmão, Felipe Prazeres (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Carlos Prazeres – Maestro de música erudita, Carlos Prazeres pagou o maior mico por ser um garoto-prodígio e não dar a mínima para o mainstream. “Por volta dos 10, 11 anos, eu comecei a aprender inglês no colégio. O professor queria que a gente conhecesse as letras e o som fonético das músicas em inglês. Ele ditava as letras em inglês e a gente formava palavras em português. Por exemplo, C-A-R-R-O, C-A-S-A. Tudo estava muito fácil, até que chegou a última palavra e ele ditou M-A-D-O-N-N-A. Imagina, no auge da Madonna, eu não sabia quem era Madonna. Pedi para ele repetir e, como tem dois N’s no final, acabei passando uma setinha do N para trás, o que não deu muito certo: quando mostrei para ele, ele perguntou porque eu tinha feito aquilo e eu disse que não sabia quem era a Madonna. Ele me olhou como se eu fosse um E.T. que só ouvia música clássica. Mas aquela realmente era a minha realidade, eu só ouvia música clássica em casa”, admitiu.

Fotomontagem: Bahia.ba
Fotomontagem: Bahia.ba

 

Armandinho – Um dos maiores guitarristas do mundo e filho de Osmar Macêdo, o inventor do trio elétrico, Armandinho gravou um vídeo para contar ao bahia.ba como as suas brincadeiras evitaram brigas e uniram a criançada na Península de Itapagipe.

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