Publicado em 27/10/2016 às 19h50.

Rui discute destino de Wagner na próxima semana

Fontes do Palácio de Ondina não creem que ex-ministro ingresse em fundação ou na pasta de Relações Institucionais; criação de “supersecretaria” é o caminho mais plausível

Evilasio Junior
Foto: Manu Dias/ GOVBA
Foto: Manu Dias/ GOVBA

 

O governador Rui Costa (PT) deve se reunir novamente com o ex-ministro Jaques Wagner, que tem o ingresso em uma secretaria dada como certa por aliados, até a próxima quinta-feira (3), quando participa de uma cerimônia do Fundo de Cultura, às 10h, no Palácio Rio Branco. A expectativa é de que o futuro do seu padrinho político na Bahia seja, enfim, selado.

O chefe do Executivo estadual tem chegada a Salvador prevista para a noite de segunda (31), após curta temporada na França, onde participou do Salon du Chocolat e captou recursos para a um projeto de teleféricos na capital baiana.

Fontes do Palácio de Ondina ouvidas pelo bahia.ba relataram que são mínimas as chances de o ex-integrante do governo Dilma Rousseff assumir a Fundação Luís Eduardo Magalhães ou a pasta de Relações Institucionais. O argumento é de que a Flem não dá foro privilegiado e, se fosse o caso, a nomeação já deveria ter sido publicada, uma vez que é cogitada há mais de um mês. Já a Serin seria “pequena” para o petista, porque trata do atendimento ao “varejo”: parlamentares, partidos e prefeitos do interior.

Não está descartada, no entanto, a criação de uma supersecretaria, fruto de uma fusão entre a Casa Civil e a Serin, para que Wagner pudesse pensar a macropolítica e auxiliar nas questões do dia-a-dia, sem tirar o protagonismo de Rui. Apesar da expectativa de parte dos apoiadores, o governador não tem falado aos seus auxiliares diretos sobre a possibilidade de uma reforma administrativa mais ampla.

Não só em função do desgaste com a base, mas porque o trabalho na Serin teria “prazo de validade”, as apostas se concentram na retirada de Josias Gomes da função e o seu consequente retorno à Câmara Federal. Já a hipótese de saída de Jorge Hereda da pasta de Desenvolvimento Econômico é refutada pelos mais chegados ao comandante. Por sua vez, a troca de Cícero Monteiro da chefia de Gabinete para uma secretaria é dada como “remota”.

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