Publicado em 21/05/2016 às 06h00.

Tese de apoio a Lídice para prefeitura ganha força no PT

Diante do cenário nacional e da dificuldade em emplacar um candidato próprio em Salvador, partido pode escolher apoiar antiga aliada

Rodrigo Aguiar
Foto: Mateus Pereira/ Divulgação
Foto: Mateus Pereira/ Divulgação

 

O que parecia apenas uma proposta, ou aposta, do vereador Arnando Lessa (PT) tem ganhado corpo dentro do Partido dos Trabalhadores: o apoio a uma candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) à prefeitura de Salvador. No cenário, o PT abriria mão de ter um postulante próprio ao Palácio Thomé de Souza.

Embora a própria bancada petista na Câmara de Salvador tenha decidido há quase um mês se posicionar pela necessidade de apresentar um concorrente da legenda na capital baiana, atualmente a tese já não tem a mesma força dentro da sigla ou, pelo menos, viu crescer a tendência contrária.

De lá para cá, o partido deixou, inclusive, o governo federal, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Aliado a isso, enfrenta a ausência de um candidato “natural” em Salvador – atualmente, a sigla trabalha com três pré-candidatos: o vereador Gilmar Santiago, o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira e o deputado federal Valmir Assunção.

Atualmente secretário estadual do Turismo, Nelson Pelegrino acumula derrotas na disputa pela prefeitura e espalha aos quatro cantos que está fora do pleito. Já o senador licenciado Walter Pinheiro, que assumiu a Secretaria de Educação, deixou recentemente a legenda. Além disso, o entendimento de muitos petistas é o de que o partido precisa se livrar da pecha de que nunca apoia, e sempre quer ser apoiado.

A proposta feita por Lessa já gerou, inclusive, reação de partes interessadas. Um dos pré-candidatos do PT, Gilmar cobrou publicamente o colega por tê-lo colocado, de certa forma, “fora da disputa”. Fato é que um eventual apoio a Lídice, que já foi prefeita de Salvador, ganhou força entre os petistas.

Internamente, a avaliação é de que, entre os nomes disponíveis no partido, o que teria mais chance de concorrer é Juca Ferreira, pela convergência de setores da esquerda nas críticas à extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer. A pasta era comandada por Juca. O problema é que pesquisas internas apontam que ele não tem densidade eleitoral para enfrentar o atual gestor ACM Neto (DEM).

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