Publicado em 13/11/2018 às 10h09.

Eleições OAB-BA: semana decisiva tem início com debate acirrado

A oito dias da votação, Fabrício e Gamil se enfrentam pela primeira vez

Marcus Murillo
Foto: Divulgação Renova OAB
Foto: Divulgação Renova OAB

 

O encontro, que começou bastante amistoso, esquentou, mostrando o tom da disputa que entra na semana decisiva. Faltando oito dias para a escolha do próximo presidente e diretoria da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), os candidatos Gamil Föppel, da chapa Renova OAB 30, e Fabrício Oliveira, da chapa Avança OAB 86, puderam confrontar ideias pela primeira vez nessa campanha.

O debate promovido pela Rádio Sociedade da Bahia teve cinco blocos. Três blocos foram dedicados à resposta de perguntas dos ouvintes e dos apresentadores da emissora. Foram colocadas as proposta a temas importantes para a classe, como defesa de prerrogativas, jovem advocacia, Escola Superior de Advocacia (ESA), Caixa de Assistência dos Advogados (CAAB), advocacia do interior, entre outros. Em dois outros blocos houve o embate direto entre os candidatos. Aí o clima esquentou, ao ponto dos apresentadores terem dificuldade de conduzir o programa.

O momento mais contundente do debate aconteceu quando Gamil Föppel questionou Fabrício Castro sobre um contrato de curso de pós-graduação firmado entre a ESA e a Faculdade Hélio Rocha para ser ministrado no interior da Bahia. Gamil insistiu na pergunta, postura reiteradamente criticada por Fabrício, que explicou que a ESA e Faculdade Hélio Rocha foram vítimas de fraude.

Nas considerações finais, Gamil voltou a criticar a atual gestão, agradeceu aos advogados que aderiram ao movimento Renova OAB e à família pelo apoio e pediu empenho aos colegas na reta final da campanha. Fabrício agradeceu a oportunidade de falar com a classe e toda a Bahia, reforçou o trabalho feito nos últimos anos pela atual gestão da OAB enfrentando defesa do advogado e advocacia. Agradeceu à equipe e à família. E encerrou dizendo que quer unir a classe a partir do dia seguinte à eleição.

Apesar do clima ser pouco amistoso em muitos momentos, os dois candidatos debateram ideias e posicionamentos políticos com muito respeito, contribuindo muito para o processo democrático de escolha dos novos dirigentes da Ordem baiana, que vão gerir uma instituição com orçamento anual de 38 milhões de reais.