Publicado em 14/10/2018 às 17h50.

Arábia Saudita reage às ameaças feitas por Trump no caso do sumiço de jornalista

Governo árabe volta a afirmar que está sendo submetido a falsas acusações

Redação
Foto: Petros Giannakouris/Associated Press
Foto: Petros Giannakouris/Associated Press

 

A Arábia Saudita alertou neste domingo (14) que responderá a todas as “ameaças” contra o país, depois que o mercado acionário despencou após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer “severa punição” pelo desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi.

Trump fez questão de visitar o país em sua primeira viagem ao exterior como presidente e vendeu armas para a Arábia Saudita. Mas tanto a Casa Branca quanto Arábia Saudita estão sob pressão à medida que novas revelações são feitas a respeito do jornalista, que não foi mais visto desde que entrou no Consulado da Arábia Saudita, em Istambul, no dia 2 de outubro.

Khashoggi é colaborador do jornal The Washington Post e crítico do governo saudita. Na sexta-feira (12) o Post publicou que autoridades turcas informaram aos EUA que obtiveram gravações de áudio e vídeo que mostram o interrogatório, a tortura, a morte e o esquartejamento do corpo do jornalista saudita no consulado em Istambul.

Críticas – Trump tem criticado a Arábia Saudita, aliada dos EUA no Oriente Médio, e o rei Salman pela alta dos preços globais do petróleo -a cotação está agora em US$ 80 (cerca de R$ 302) por barril, e os preços da gasolina nos EUA subiram.

No início deste mês, Trump sugeriu que o rei da Arábia Saudita poderia não estar lá em “duas semanas” caso não conte com o apoio militar dos EUA. As informações são da Folha.