Publicado em 20/03/2019 às 17h05.

Brasil defenderá extinção da Unasul e criação de bloco sem a Venezuela

Novo grupo deverá ser integrado por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana

Redação
Foto: Reprodução/SBT
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A saída do Brasil da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) deverá ser anunciada oficialmente durante a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Chile, prevista para quinta-feira (21). O grupo integra 12 países sul-americanos: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chipe, Guiana, Surimane e Venezuela.

Segundo informou nesta quarta-feira (20) o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o abandono da Unasul será coordenado com os demais países do grupo e deve representar o esboço de um novo bloco sul-americano, este sem a presença da Venezuela.

“Gostamos muito da ideia chilena de substituir a Unasul por outro bloco. A Unasul é um órgão falido, que foi capturado e com vício de origem, que não conseguiu avançar na integração física entre os países. Não construiu um quilômetro de rodovia”, criticou o chanceler, horas antes de viajar para o Chile.

O novo grupo, o Prosul, deverá ser integrado por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

Para Araújo, a desintegração da Unasul para a criação de um novo bloco permitirá substituir o organismo por iniciativas mais específicas de integração regional.

Integração com o Pacífico – O ministro adiantou que as conversas entre Bolsonaro e Piñera devem focar o incremento das conversas para um avanço nos projetos de integração do Brasil com o Pacífico e também no aumento dos investimentos.

Bolsonaro embarca na quinta-feira rumo a Santiago, onde fará visita oficial ao presidente Sebastián Piñera e participará de cúpula que contará com 21 chanceleres e 22 presidentes, segundo o Itamaraty.

O presidente retorna no sábado (23) e, na semana que vem, fará uma visita oficial a Israel. Araújo, no entanto, não confirmou se, na ocasião, será anunciada a mudança efetiva da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

Segundo o ministro, isso será definido durante as reuniões preparatórias da viagem, que não tem previsão de visita a territórios palestinos. Com informações do Correio Braziliense.

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