Publicado em 26/08/2018 às 17h30.

Ex-presidentes americanos lamentam morte de McCain

Obama, Bush, Carter e Clinton foram alguns dos que se manifestaram sobre a morte do senador republicano

Redação
mccain youtube
Foto: Reprodução / YouTube

 

Ex-presidentes dos Estados Unidos lamentaram a morte do senador republicano John McCain, falecido neste sábado (25). Ele sofria de um câncer no cérebro, diagnosticado em julho do ano passado.

Seu adversário nas eleições de 2008, o democrata Barack Obama declarou que “apesar de todas as diferenças, nós compartilhávamos a fidelidade a algo maior – os ideais pelos quais gerações de americanos e imigrantes lutaram”. “Nós víamos a este país como o lugar onde tudo é possível”, disse.

“Víamos nossas batalhas políticas até mesmo como um privilégio, algo nobre, uma oportunidade de servir como administradores desses altos ideais em casa e promovê-los ao redor do mundo”, escreveu o ex-presidente.

“Poucos de nós fomos testados como John foi, ou tivemos que mostrar a coragem que ele mostrou. Mas todos nós podemos aspirar a coragem de colocar o bem maior acima do nosso. E, em seus melhores momentos, John nos mostrou o que isso significa”, completou Obama.

Em comunicado, o ex-presidente George W. Bush descreveu McCain como “um homem de convicções profundas e um patriota da mais alta ordem”. “Ele era um servidor público nas melhores tradições desta nação. E, para mim, um amigo de quem vou sentir muita falta”, afirmou Bush.

Chefe da Casa Branca entre 1977 e 1980, Jimmy Carter declarou: “Os americanos serão eternamente gratos por seu heroico serviço militar e sua inabalável integridade como membro do Senado dos Estados Unidos.”

Bill Clinton, por sua vez, disse que o republicano “frequentemente colocava o partidarismo de lado para fazer o que acreditava ser o melhor para o país”.

O presidente Donald Trump, de quem o senador era um dos mais duros críticos dentro do Partido Republicano, escreveu no Twitter. “A minha mais profunda compaixão e respeito à família do senador John McCain. Nossos corações e nossas orações estão com vocês.”

Durante a campanha presidencial de 2016, Trump chegou a dizer que McCain “não era um herói de guerra” por ter sido feito prisioneiro no Vietnã. “Eu gosto dos que não são capturados”, afirmou na ocasião.

No ano passado, McCain voltou a Washington em meio ao tratamento contra o câncer para votar “não” e ajudar a derrubar um dos projetos apoiados por Trump para acabar com o Obamacare.