Publicado em 10/01/2019 às 15h10.

OEA não reconhece legitimidade do novo mandato de Maduro na Venezuela

Declaração aprovada defende "novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo”

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

 

Por 19 votos favoráveis, seis contrários, oito abstenções e uma ausência, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira (10) uma declaração na qual não reconhece a legitimidade do novo mandato de Nicolás Maduro na Venezuela, previsto para se encerrar em 2025.

Entre os países que votaram a favor da declaração, estão Argentina, Estados Unidos, Colômbia, Chile, Equador, Canadá e Brasil, de acordo com o G1.

Nicarágua, Bolívia, a própria Venezuela e alguns países caribenhos votaram contra, e entre os países que se abstiveram está o México.

O texto defende a “realização de novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo”.

A Assembleia Geral da OEA é formada pelas delegações de todos os Estados membros ativos, que atualmente são 34. Cuba não participa.

Maduro foi reeleito em maio do ano passado, com quase 70% dos votos, em pleito boicotado pela oposição, com alta abstenção e denúncias de fraude.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) se rnegou a participar da eleição por considerar o processo uma “fraude” para perpetuar Maduro no poder.

As duas maiores lideranças oposicionistas estavam impossibilitadas de concorrer: Leopoldo Lopez está preso e Henrique Capriles foi impedido de se candidatar a qualquer cargo por 15 anos.

Aproximadamente 20,5 milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas somente 46% do eleitorado compareceu, em um total de 8,6 milhões de votos.