Publicado em 28/11/2015 às 09h30.

Papa Francisco lembra em Uganda mártires anglicanos e católicos

Agência Estado
papa áfrica
Papa Francisco: carinho e reverência na agenda em países africanos/Associated Press

 

 

 

 

 

O papa Francisco lembrou neste sábado (28) os cristãos ugandenses que foram queimados vivos em vez de renunciar à sua fé, um século atrás, exortando os católicos de hoje para seguirem seus exemplos e espalharem a fé por todas as partes.

Francisco orou em santuários dedicados aos 23 anglicanos e 22 mártires católicos que foram mortos entre 1885 e 1887 sob as ordens de um rei local, que combatia a influência do cristianismo no seu reino central de Uganda. Segundo os historiadores, os cristãos também foram mortos por terem resistido a assédios sexuais do rei, pregando a oposição da Igreja à homossexualidade.

Em Namugongo, cidade próxima a capital Kampala, onde a maioria dos mártires foram queimados vivos, Francisco orou pela primeira vez no santuário dedicado aos anglicanos, ajoelhando-se diante de um pedaço da mesma árvore onde foram torturados antes de serem executados. Depois, ele rezou no santuário católico e celebrou a missa em homenagem a eles para marcar o 50º aniversário da canonização dos católicos.

Durante os dois dias em Uganda, espera-se que Francisco toque em alguns assuntos já levantados por ele na primeira parte da visita à África, no Quênia: a corrupção, a pobreza e o incentivo a jovens cristãos para que tenham esperança e encorajamento. Após a missa neste sábado, o papa tem em sua agenda uma reunião com os jovens, uma visita a uma instituição de caridade e um encontro com os sacerdotes locais, seminaristas e freiras.

Fonte: Associated Press

 

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