Publicado em 10/05/2019 às 06h40.

Papa torna obrigatório que religiosos denunciem abusos sexuais

O documento assinado pelo pontífice determina que todas as dioceses criem um sistema até junho de 2020 que torne acessível a quem desejar fazer uma denúncia

Redação
Foto: Agência Ecclesia
Foto: Agência Ecclesia

 

O papa Francisco assinou na última quinta-feira (9) uma norma que torna obrigatório aos membros do clero denunciar suspeitas de abusos sexuais de casos ocorridos dentro da Igreja Católica.

As informações são da Agência Brasil.

O documento pontua ainda que sejam feitas denúncias formais de casos de abuso de poder ou em casos de acobertamento, tornando mais rígida e rápida as investigações.

De acordo com o texto os religiosos têm a “obrigação de informar a um bispo ou superior religioso, o que não interfere nem modifica nenhuma outra obrigação de informar às autoridades civis competentes”.

O pontífice determinou que todas as dioceses devem criar antes de junho de 2020 um sistema que torna acessível a quem quiser fazer denúncia, além de garantir a proteção e anonimato de quem delatou o caso.

“Para que tais fenômenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”.

O texto assinado pelo papa Francismo inclui medidas voltadas aos casos de violência contra as mulheres do clero, assédio a seminaristas e noviços, além dos crimes de acobertamento e de “ações ou omissões voltadas para interferir ou evitar investigações civis ou canônicas, administrativas ou penais”.