Publicado em 06/12/2017 às 17h20.

Time elege vítimas de assédio sexual como Pessoas do Ano

Taylor Swift, Rose McGowan e Terry Crews foram alguns dos que denunciaram o assédio sexual e iniciaram a hashtag #MeToo

Redação
Foto: Divulgação
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Dando continuidade à tradição anual, a revista Time elegeu não apenas uma pessoa, mas um coletivo como Pessoa do Ano de 2017. A honra será do participantes do movimento anti-assédio sexual na indústria cultural, simbolizado pela hashtag “MeToo” (“eu também”) criada pela atriz Alyssa Milano em seu perfil no Twitter para conscientizar o público sobre essa questão e coletar relatos de vítimas.

“As ações cruéis contra as mulheres na capa da revista, junto a centenas de outras, e também homens, deu o pontapé para uma das mudanças mais velozes na nossa cultura desde os anos 1960”, declarou o editor-chefe da Time, Edward Felsenthal, em uma declaração oficial sobre a escolha pouco ortodoxa. O segundo colocado na lista da revista está Donald Trump – que, por sua vez, foi acusado também de assédio. A diretora Patty Jenkins, de “Mulher Maravilha”, também foi citada.

Na foto de capa da edição comemorativa da revista e no vídeo especial feito, estão alguns astros que denunciaram seus casos de assédio e abuso sexual, como os artistas Taylor Swift, Rose McGowan, Selma Blair, Terry Crews, Ashley Judd, a jornalista Megyn Kelly, a ativista Tarana Burke e a senadora Sara Gelser. A avalanche de denúncias se iniciou com uma reportagem feita por Ronan Farrow para a New Yorker em outubro deste ano.

As consequências das acusações já podem ser ouvidas em Hollywood. Acusado por centenas de mulheres de assédio e abuso, o produtor Harvey Weinstein – outrora padroeiro das premiações – foi destronado e demitido de sua própria empresa. Já Kevin Spacey, acusado de assediar rapazes menores de idade, foi demitido do papel principal de “House of Cards” e teve suas cenas no longa “Todo o Dinheiro do Mundo” regravadas pelo ator Christopher Plummer. Brett Ratner, Bryan Singer e Melanie Martinez são outros nomes que enfrentam retaliações públicas.

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