Publicado em 13/03/2019 às 17h10.

Moradores relatam calamidade por falta de água e prometem novo protesto

Cidade está enfrentando racionamento de água há cerca de um mês, mas o abastecimento foi cessado pouco antes do Carnaval

Rayllanna Lima
Foto: leitor bahia.ba
Foto: leitor bahia.ba

 

Moradores do município de Maragogipe, além dos distritos de Nagé e Coqueirinho, enfrentam a falta de abastecimento de água há cerca de um mês. Antes do Carnaval, o problema era a questão de racionamento, mas nos últimos 15 dias nem uma gota de água está caindo nas torneiras das casas localizadas nessas regiões.

“A situação é gravíssima. A cidade toda está sem água. A barragem que abastece Maragogipe está 100% seca, e não tem nenhuma previsão de chover. No início faltava água dois dias, três caía. Diminuiu para dia sim, dia não. Agora parou de cair”, disse ao bahia.ba Benivan Brandão, morador de Maragogipe.

Juntos, os habitantes das três regiões citadas já realizaram duas manifestações. A última ocorreu na terça-feira (12), em frente a sede da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Após o protesto, representantes da empresa se reuniram com as lideranças políticas e comunitárias que estavam presentes. No encontro, o presidente Rogério Cedraz e o diretor de operações do interior, José Ubiratan Matos, explicaram as medidas a serem tomadas.

“A distribuição de água, em regime de racionamento, está ocorrendo desde o dia 26/02 pela rede distribuidora. Para complementar o abastecimento, carros-pipa estão sendo utilizados em pontos críticos da cidade e terão o seu número ampliado para abastecer reservatórios coletivos em pontos estratégicos, aumentando o número de viagens e a eficiência da distribuição de água”, informou a Embasa em nota.

Entretanto, segundo Benivan, a medida não é suficiente e o caos segue no município durante esta quarta-feira (13). “Está uma situação de calamidade. A Embasa colocou seis carros-pipas antes, agora disse que enviaria mais quatro, mas não atende a demanda. Quando entra o carro é uma confusão, uma briga. Em regiões da zona rural, afastadas, a gente não tem atendimento nenhum. Com certeza devemos fazer um outro protesto”, afirmou.

Segundo os moradores a manancial que abastece a cidade está completamente seca. Sobre isso, a Embasa afirmou que vai implantar uma adutora de 23 quilômetros para levar água da estação de tratamento de Muritiba para Maragogipe. A previsão da obra é de 60 dias.

“O prazo é alto para uma situação como essa. A gente acredita que quatro ou cinco carros-pipa para cada distrito seria suficiente”, finalizou Benivan.