Publicado em 13/11/2017 às 15h22.

Aliado de Rui Costa, Edson Pimenta assume PHS

A tendência é de que bancada da legenda na Câmara, formada por aliados do prefeito ACM Neto, migre para outras siglas da base do democrata

Rodrigo Aguiar
Dep. Edson Pimenta
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

 

A presidência do PHS na Bahia foi assumida pelo ex-deputado federal Edson Pimenta, aliado do governador Rui Costa e egresso do PSD, do senador Otto Alencar.

Com a mudança no diretório, o partido poderá sairá da base aliada do prefeito ACM Neto (DEM), embora o novo dirigente adote inicialmente um discurso de que fará uma “política diferenciada” na capital baiana.

“Eu preciso ouvir os vereadores, os diretórios municipais. Tenho a minha opinião pessoal, sempre caminhei historicamente ao lado das forças que são oposição ao prefeito ACM Neto. Mas não posso tomar uma decisão monocrática. Eles [vereadores do partido em Salvador] se elegeram na base do prefeito”, declarou ao bahia.ba o ex-deputado, que pretende retornar à Câmara Federal em 2018.

Nas últimas eleições municipais, a sigla foi turbinada pelo então candidato a vice, Bruno Reis (PMDB), e conquistou quatro cadeiras no Legislativo municipal – Téo Senna, Cátia Rodrigues, Isnard Araújo e Igor Kannário. Caso a mudança de lado do PHS se efetive, a tendência é de que os vereadores do partido migrem para outras legendas aliadas de Neto.

O racha entre a direção do PHS (agora pró-Rui) e a bancada já havia sido exposto na última quinta-feira (9).

Após assumir a presidência da sigla no lugar de Júnior Muniz, José Raimundo Sampaio Oliveira pediu, em ofício encaminhado à Presidência da Câmara, a destituição de Senna do cargo de líder da sigla na Casa. A manobra, no entanto, vai de encontro ao regimento interno da Casa.

“Quando ele assumiu a presidência, veio dizer que não quer o partido vinculado com ACM Neto. […] Eu acho que ideia é essa, criar um fato. Não entendo como chega um presidente novo e, de uma hora para outra, cria uma situação dessa”, opinou Senna, ao comentar a medida adotada por José Raimundo.

Pimenta, por sua vez, explicou que assumiu a presidência no lugar de José Raimundo por uma questão eleitoral. “O objetivo do partido é eleger deputados federais. Eles perceberam que o caminho era mais fácil comigo do que com José Raimundo”, afirmou o ex-parlamentar.