Publicado em 15/04/2019 às 15h53.

Alvo de protesto, Marcelle Moraes diz que ebó coletivo é uma ‘completa palhaçada’

"São vidas iguais e devem ser respeitadas", disse vereadora, que aproveitou um minuto de silêncio pelo falecimento de Makota Valdina para lamentar a morte de um animal

Breno Cunha / Rodrigo Aguiar
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba

 

A vereadora Marcelle Moraes classificou como “patético” e uma “completa palhaçada” o “ebó coletivo” organizado por candomblecistas para esta segunda-feira (15), em frente a Câmara de Salvador.

O grupo anunciou o protesto e protocolou representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra a vereadora, que aproveitou um minuto de silêncio pelo falecimento de Makota Valdina, durante sessão na Câmara de Salvador, para lamentar a morte de um animal no zoológico da capital baiana.

Em conversa com a imprensa nesta segunda, Marcelle afirmou que é preciso “respeitar a opinião do outro” em uma democracia e acusou “vereadores do PT” de organizarem a manifestação contra ela.

“O que estão fazendo é patético. Eu não vou retroceder nenhum milímetro do meu trabalho. Fui eleita para defender os animais. Continuarei a minha luta, doa a quem doer, custe o que custar. Para mim, não existe diferença entre a vida de um ser humano e a vida de um animal. São vidas iguais e devem ser respeitadas. Assim como opiniões diferentes devem ser respeitadas”, declarou.