Publicado em 07/12/2017 às 06h16.

Assessores de Lúcio trabalhavam para mãe dos Vieira Lima

Segundo a PGR, a matriarca de Lúcio e Geddel tinha papel ativo no esquema e teria ordenado a destruição de provas que pudessem comprometer os negócios da família

Redação
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba

 

Além de Job Ribeiro Brandão, que era uma espécie de “faz tudo” da família Vieira Lima, outros dois assessores do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) afirmaram à Polícia Federal que trabalhavam para a mãe dos políticos, Marluce Quadros Vieira Lima. Os dois, no entanto, eram lotados na Câmara dos Deputados.

Secretária parlamentar, Milene Pena disse que trabalhava com Marluce e cumpria tarefas como fazer compras em shoppings, segundo a Folha.

Segundo a Procuradoria, Marluce tinha papel ativo no esquema e teria ordenado a destruição de provas que pudessem comprometer os negócios da família.

Nos depoimentos, Job Ribeiro, Milene Pena e Roberto Suzarte disseram nunca terem ido ao Congresso Nacional e contaram ter tomado posse dos cargos por meio de procuração. Nenhum deles possui endereço eletrônico nem telefones funcionais pertencentes à Câmara.

Pelo regimento interno da Câmara, secretários parlamentares devem trabalhar no gabinete do deputado em Brasília ou no escritório de representação do mandato do parlamentar em seu Estado. Lúcio não possui escritório político em Salvador e costumava despachar na sede do PMDB.

Em seu depoimento, Milene Pena afirmou que trabalha em cargos por indicação da família Vieira Lima há pelo menos 20 anos. Foi assessora parlamentar de três deputados estaduais do PMDB da Bahia: Pedro Tavares, Marizete Pereira e Michel Hage.

Depois, passou a ser assessora parlamentar de Lúcio, mas sempre cumprindo expediente na casa da mãe do deputado em um edifício de luxo no bairro do Apipema, em Salvador.

Roberto Suzarte, por sua vez, afirmou que atua como motorista do deputado em Salvador, mas dirige carros pertencentes à família do parlamentar. Suzarte negou que realizasse serviços pessoais para a família, mas admitiu ter ido a bancos realizar pagamentos para Lúcio.

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