Publicado em 19/08/2017 às 21h30.

Auxílio-doença: governo quer economizar R$ 17 bilhões cancelando fraudes

As doenças mais "falsificadas" são transtorno de disco da coluna, dor lombar, depressão leve, alterações no nervo ciático e paniculite

Redação

O governo federal pretende economizar R$ 17 bilhões até o fim de 2018 com o cancelamento de auxílios-doença que estão sendo pagos de forma irregular e com a restrição de novas concessões. O balanço parcial da revisão no programa, que começou em agosto do ano passado, registra uma economia de R$ 3 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), medidos até julho/2017, segundo informações do Estadão.

O auxílio doença é um benefício pago a trabalhadores que, por conta de enfermidade ou acidente, fiquem temporariamente incapazes de trabalhar. Mas, peritos do INSS detectaram fraudes que fazem com que o pagamento seja efetuado por anos a fio. Os casos incluem uma mulher que obteve o auxílio por gravidez de risco e que ainda recebia o benefício cinco anos depois. Ou de uma pessoa que quebrou a perna e recebia o benefício havia 12 anos, mesmo depois de a fratura ter sido corrigida.

O pente-fino deve ser concluído até dezembro de 2018. Do que já foi cancelado até agora, o governo concluiu que cinco doenças são as mais recorrentes entre os auxílios irregulares: transtorno de disco da coluna, dor lombar, depressão leve, alterações no nervo ciático e paniculite (inflamação na pele).