Publicado em 18/11/2018 às 13h03.

Bolsonaro volta a dizer que médicos cubanos são ‘escravos da ditadura’

Presidente eleito participou de um evento esportivo neste domingo (18) e prometeu uma solução a partir do dia 1º de janeiro, quando assume a presidência

Redação
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), voltou a afirmar que os médicos cubanos vinculados ao programa ‘Mais Médicos’ eram submetidos por Cuba a uma situação de “trabalho análogo a escravidão”. “A prefeitura mandou embora seu médico para pegar um cubano. Quer ficar livre da responsabilidade. A Saúde [municipal] também tem sua responsabilidade”.

A declaração foi feita pelo militar durante as finais do evento de Jiu-Jistu Abu Dhabi Grand Slam Rio, na manhã deste domingo (18) na Arena Carioca 1, Barra da Tijuca, onde ele foi recebido com gritos de ‘mito’ na entrada do evento.

Bolsonaro ainda acrescentou que a partir do dia 1º , seu governo irá apresentar uma solução para a saída dos médicos cubanos do programa. “Não podemos admitir escravos cubanos no Brasil nem continuar alimentando a ditadura cubana também”.

O presidente eleito reiterou o que disse há dois dias, lembrando que muitos cubanos deixam para trás as famílias, pois não podem trazê-las para o Brasil e são obrigados a repassar 70% dos salários para o governo de Cuba.

Durante o evento Bolsonaro confirmou que irá a São Paulo, no próximo dia 23, para se submeter a exames pré-operatórios para a retirada da bolsa de colostomia e no sábado (24) segue para o Rio de Janeiro para participar de um evento. “Estarei na minha Brigada de Infantaria Paraquedista [no Rio] onde verei milhares de colegas que serviram comigo naquela grande unidade”, afirmou.

O presidente, que terá uma agenda intensa em Brasília a partir da terça-feira (20), voltou a defender a união dos poderes.  “Temos que nos unir. Não posso governar sozinho. O Executivo apesar de falar que é um Poder independente, em grande parte depende do Parlamento brasileiro. Temos que nos aproximar e muito do Parlamento”, disse.