Publicado em 07/11/2018 às 22h43.

Cartórios extrajudiciais dizem que aumento não é a questão

O Tribunal de Justiça leva 34% da arrecadação, o equivalente a 73% dos emolumentos (lucros)

Levi Vasconcelos

Um grupo de representantes de cartórios judiciais dos quatro cantos da Bahia foi ontem à Assembleia conversar com deputados sobre o projeto de lei, em tramitação na Casa, que reajusta as custas cartoriais e promove outras alterações nas relações deles com outras instituições.

Eles disseram que a questão não é o reajuste das custas, que só abrange os cartórios judiciais, diretamente ligados ao TJ.

Os extrajudiciais dizem que a maior parte do dinheiro que arrecadam vai para o próprio TJ, a PGE e agora o Ministério Público também quer uma fatia, maior que PGE e Defensoria.

Segundo os representantes dos cartórios privados, 85% dos cerca de 1.100 existentes na Bahia vivem do Fecom, o fundo que supre os deficitários, com a ressalva que o TJ leva 34% do todo, o equivalente a 73% dos emolumentos (lucros).

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.