Publicado em 16/05/2019 às 11h17.

Decreto fortalece Santos Cruz e permite que ele avalize até nomeação de reitores

Nos últimos dias, ministro foi alvo de série de ataques por parte da ala olavista do governo Bolsonaro

Redação

 

Brasília - O secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, durante reunião com secretários de Segurança Pública dos estados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, durante reunião com secretários de Segurança Pública dos estados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

Atacado por olavistas na semana passada, o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz se fortaleceu no governo com um decreto publicado nesta quarta-feira (15), informa a jornalista Anréia Sadi em sue blog, no portal G1.

Segundo a publicação, o dispositivo dá poderes à Secretaria de Governo, pasta comandada por Santos Cruz permitindo que ele avalizar até mesmo indicações e nomeações do Executivo.

Diz trecho do decreto: Avaliar as indicações ‘de dirigente máximo de instituição federal de ensino superior’ e indicações para ‘nomeação ou designação para desempenho ou exercício de cargo, função ou atividade no exterior’.

Segundo o blog, a partir de 25 de junho, a Secretaria de Governo terá de dar aval a todas as nomeações/indicações de cargos como, além de reitores de universidades federais, embaixadores, secretários-executivos, cargos DAS [de confiança] níveis 3, 4, 5 e 6. A avaliação será feita com base na “conveniência e oportunidade administrativa” das indicações.

À publicação, o ministro disse que o decreto “é para organizar melhor o sistema de nomeações” e que foi “feito em conjunto”. São cinco autoridades que assinam o decreto: além do presidente Jair Bolsonaro, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI), o próprio Santos Cruz e Wagner Rosário (CGU).

O ato do Executivo fortalece Santos Cruz uma semana após o ideólogo Olavo de Carvalho disparar ataques ao núcleo militar do governo. Olavo é conselheiro do presidente Bolsonaro.

Santos Cruz foi um dos principais alvos do ideólogo, e recebeu manifestações de solidariedade – por exemplo, do general Villas Boas, ex-comandante do Exército e um dos militares mais respeitados do país.

Na terça-feira (14), o governo precisou negar especulações de que Santos Cruz seria demitido. Ao blog, o ministro Augusto Heleno chegou a dizer que não existia “nenhum fundamento” na exoneração de Santos Cruz.