Publicado em 15/12/2017 às 12h20.

Emílio Odebrecht anuncia saída do grupo com citações a corrupção

O patriarca também foi um dos 77 executivos da empreiteira que firmaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República

Redação
Foto: Paulo Giandalia / Estadão Conteúdo
Foto: Paulo Giandalia / Estadão Conteúdo

 

O patriarca da família Odebrecht, Emílio Odebrecht, anunciou nesta sexta-feira (15) que deixará o posto de presidente do Conselho de Administração e sócio majoritário da empresa.

“A corrupção é um imposto silencioso e mortal. Encarece todo o sistema produtivo, e é arrecadado por mãos inescrupulosas. Praticada de forma continuada e sistematizada, a corrupção mata a economia de um país ou de uma região”, discursou o executivo, segundo nota da assessoria da Odebrecht.

O comunicado foi feito em Salvador, para duzentos executivos da empreiteira. Apesar do anúncio ser feito agora, Emílio só deixará a companhia na assembleia de acionistas prevista abril de 2018. É nessa reunião que as contas da Odebrecht são debatidas e aprovadas.

Presidente da empresa de 1991 a 2002, Emílio já estava afastado do dia a dia da Odebrecht há mais de dez anos. No entanto, se viu obrigado a reassumir o comando da empreiteira após o filho, Marcelo, ser preso em junho de 2015 na operação Lava Jato. Na época, era ele quem presidia o grupo baiano.

O patriarca também foi um dos 77 executivos da empreiteira que firmaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Na negociação, porém, ficou acertado que ele teria dois anos de anistia, a partir da assinatura do acordo, antes de cumprir a pena de quatro anos.