Publicado em 14/06/2019 às 10h40.

Fafen de novo em pauta; segundo Eduardo Salles, ela ludibria a Justiça

A Petrobras foi construída com nosso dinheiro, mas o petróleo não é tão nosso assim, como queria Monteiro Lobato

Levi Vasconcelos
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba

 

Já com um processo de licitação de arrendamento em andamento (as propostas das três empresas pré-qualificadas vão ser abertas sexta próxima), a Fafen, empresa da Petrobras pioneira no Polo Petroquímico de Camaçari, por decisão do juiz federal Ronivon Aragão, em 17 de abril, deveria parar de ‘hibernar’, mas segundo o deputado Eduardo Salles (PP) – foto, não parou:

— Está há 45 dias parada a pretexto de fazer manutenção, querendo prorrogar essa manutenção por mais 45 dias. Ora, quando ela estava funcionando regularmente, a manutenção durava dois dias, e todo mundo era avisado.

Audiência segunda

Eduardo diz que a Fafen é estratégica. Além das 16 empresas que ela abastece de matérias primas como amônia, ureia e ácido nítrico, ainda tem o dióxido de carbono:

— O carbonal é fundamental para as máquinas que fazem hemodiálise funcionarem. A indústria de modo geral já está prejudicada. Agora, só está nos faltando isso: ela começar a matar gente.

É por aí que segunda na Assembleia haverá sessão especial (9h), com a participação de empresários sergipanos (há outra unidade da indústria lá), para discutir os estragos causados pela Fafen desde que a Petrobras anunciou a intenção de parar de operá-la, alegando ter prejuízos de R$ 600 milhões.

Eis a questão: a Petrobras foi construída com nosso dinheiro, mas o petróleo não é tão nosso assim, como queria Monteiro Lobato.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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