Publicado em 06/12/2017 às 09h05.

Furdunço no PMDB baiano na hora da denúncia contra Geddel e família

Em reunião, Lúcio apareceu repentinamente, justo na hora em que João Santana, amigo de velhas datas de Geddel, tirava dos cachorros para botar em Genebaldo Correia

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“A tentativa de trazer o céu para a terra invariavelmente produz o inferno”

Karl Popper, filósofo austríaco naturalizado britânico (1902-1994).

 

 

Foto: Reprodução Facebook.
Foto: Reprodução / Facebook.

 

Os quatro deputados estaduais do PMDB andavam ontem na Assembleia um tanto sorumbáticos. E motivos sobram. A notícia de que a Procuradoria-Geral da República denunciou ontem Geddel, o irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, e a mãe dos dois, D. Marluce, de quase 80 anos, além de pedir prisão domiciliar para os dois últimos, com o uso de tornozeleira eletrônica, jogou mais lenha numa tumultuada reunião da Executiva do partido, anteontem.

A questão: o ex-deputado Genebaldo Correia, que havia brigado com Geddel e se afastado do partido, se reaproximou depois do escândalo das malas de R$ 51 milhões e tentou articular a entrada no partido do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, o que provocou resmungos de muitos, pelo entendimento de que ele queria imperar como patrono da salvação da legenda.

Na reunião de anteontem, Lúcio apareceu repentinamente, justo na hora em que João Santana, amigo de velhas datas de Geddel, tirava dos cachorros para botar em Genebaldo. A melhor coisa que chamou foi de “anão do orçamento”. Lúcio entrou na discussão e carimbou o que João disse.

O bicho pegou. A coisa foi feia.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é Jornalista político, Diretor de Jornalismo do Bahia.ba, e titular da Coluna Tempo Presente do Jornal A Tarde.

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