Publicado em 16/04/2018 às 11h35.

Governistas baianos vão bater na tecla do Lula lá

A estratégia abençoada é proclamar Lula candidato mesmo preso, até o TSE julgá-lo e tirá-lo do páreo como ficha suja, quando então deverá surgir o ungido do ex-presidente

Levi Vasconcelos
Foto: Vaner Casaes/ Alba
Foto: Vaner Casaes/ Alba

 

Sumário do discurso de vários com as mesmas notas durante a sessão da Assembleia em solidariedade a Lula, realizada na sexta-feira (13), puxada pelo presidente da Casa, Ângelo Coronel (PSD):

1 — Lula é inocente e vítima, como disse Rui Costa, de uma articulação que conta com a politização da polícia e do Judiciário. Tornou-se, no dizer do próprio Lula, “não mais um ser humano, mas uma ideia”.

2 — João Leão, do PP, o vice, e Otto Alencar discursaram no mesmíssimo tom. Otto ainda foi mais:

— Nós, do PSD baiano, estamos com Lula ou com quem ele indicar.

3 — A estratégia abençoada é proclamar Lula candidato mesmo preso, até o TSE julgá-lo e tirá-lo do páreo como ficha suja, quando então deverá surgir o ungido de Lula. Estima-se que ele, seja quem for, estará no segundo turno.

Vaias e selfies

O deputado Afonso Florence avalia que a situação no atacado está ruim, mas nem tanto.

É ruim porque Lula, líder maior das esquerdas no Brasil, está na cadeia. E também porque no meio da confusão surgiu o que ele chama de “radicalismo fascista”.

Florence lembra que o juiz que condenou Lula, o Sérgio Moro, “é o mesmo que inocentou Alberto Yousseff no caso do Banestado. Mas ressalva que, do ponto de vista popular, a situação é boa.

— Antes éramos hostilizados quando íamos nos lugares. Agora, não. As pessoas nos pedem para fazer selfies.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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