Publicado em 24/06/2019 às 19h20.

Lava Jato bloqueia R$ 150 mi por propinas em obra da Petrobras em Salvador

Valor estaria em contas de ex-executivos da OAS, do ex-marqueteiro do PT Valdemir Garreta e de ex-dirigentes do fundo de pensão da estatal

Redação
Construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, é objeto de processo no âmbito da Operação Lava-Jato (Foto: Reprodução/Google Street View)
Construção da Torre Pituba, sede da Petrobras em Salvador, é objeto de processo no âmbito da Operação Lava-Jato (Foto: Reprodução/Google Street View)

 

Reportagem do jornal O Globo revela que o juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 150 milhões nas contas de ex-executivos da OAS, do ex-marqueteiro do PT Valdemir Garreta e de ex-dirigentes do fundo de pensão Petros, na investigação que apura pagamentos de propina para construção da sede Petrobras no bairro do Itaigara, em Salvador.

Segundo a publicação, a medida, tem como justificativa resguardar a recuperação dos valores desviados e foram efetuados após pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Na decisão do juiz, que é o novo titular da Lava Jato em Curitiba, foi determinado o bloqueio de valores encontrados em instituições bancárias, incluindo contas correntes, investimentos, ações, títulos de crédito e planos de previdência. O despacho é do início de maio, mas a ordem só chegou às instituições bancárias no início deste mês. Todos os alvos já são réus na ação penal que trata do caso do imóvel conhecido como Torre Pituba / Prédio Itaigara, em tramitação na 13ª Vara Federal de Curitiba. O prédio pertencia à Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

“Segundo a denúncia, em todo o procedimento de contratação desta obra houve direcionamentos e superfaturamentos que possibilitaram o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobras, dirigentes da Petros e ao Partido dos Trabalhadores – PT, além de terceiros com eles conluiados que se enriqueceram ilicitamente, em detrimento da Petrobras e da própria Petros, que é mantida também com recursos da estatal patrocinadora”, apontou o juiz.

Os valores exatos dos bloqueios variam a depender das acusações dos alvos. O principal nome da OAS que teve os bens bloqueados foi Elmar Varjão, ex-presidente da empreiteira, no valor de R$ 156 milhões.

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