Publicado em 27/12/2018 às 11h23.

Líderes empresariais começam 2019 em alerta contra ameaça ao Sistema S

Paulo Guedes, futuro ministro da economia, disse que vai ‘meter a faca’ no sistema, que congrega Sesi, Senac, Sebrae e no caso baiano, a cereja do bolo, o Cimatec

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior”

Roberto Simonsen, empresário e historiador brasileiro (1889-1948)

Foto: Marcello Casal Jr./Agencia Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agencia Brasil

 

Boa governança é aquela em que o cidadão se serve no que é proposto, de brincar a estudar, entra e sai sem queixas e sem saber quem está lá. Assim o é, na sua grande maioria, o Sistema S, que tem no seu mix o Sesi, o Senac, o Sebrae e no caso baiano, a cereja do bolo, o Cimatec, um centro de excelência em pesquisas e desenvolvimento tecnológico dos melhores do mundo.

Semana passada Carlos Andrade, presidente da Fecomércio, inaugurou um restaurante do Sesc para atender funcionários do Shopping Salvador. Ao ser indagado sobre a possibilidade de fazer o mesmo noutros shoppings, foi curto:

— Eu sei lá o que é que vão fazer com a gente.

Faca

Andrade, assim como Ricardo Alban, presidente da Federação das Indústrias (Fieb), está de orelha em pé porque o futuro ministro da economia, Paulo Guedes (foto), disse que vai ‘meter a faca no Sistema S’.

É mau sinal. É uma ameaça com um sistema que dá certo. Só o Senai tem 162 escolas no país. O Sesi, 150.

Até hoje nunca houve questionamento sobre o dinheiro, arrecadado de empresários, ressalte-se. A única voz contra, não de agora, é de um senador goiano sem voto (é suplente em exercício), o Ataídes Oliveira (PSDB), que até hoje fez discurso sem plateia. Ele questiona o volume arrecadado, R$ 40 bilhões. E daí? O que importa é se é bem aplicado ou não, público ou privado.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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