Publicado em 13/03/2018 às 19h50.

MG pode ter primeira mulher travesti disputando um cargo majoritário

Nome de Duda Salabert (PSOL) foi inscrito para disputar o Senado pelo partido; falta legenda oficializar que irá para a disputa

Redação
Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

 

O Brasil poderá ter a primeira candidata mulher travesti a disputar um cargo majoritário nas eleições deste ano. Na última segunda (12), o nome de Duda Salabert (PSOL) foi inscrito para disputar as prévias para o Senado no partido. Falta agora a legenda oficializar quem irá disputar uma das cadeiras em jogo nas eleições deste ano.

Militante, atuante nas causas sociais e professora há 18 anos, Duda avalia que sua pré-candidatura já representa uma luta pela visibilidade das questões LGBT e, principalmente, da mulher travesti, sobretudo pela última eleição para a Câmara dos Deputados e Senado, que formou o Congresso mais conservador da história

Para a professora, sua candidatura “extrapola a eleição e uma possível vitória” e “vai trazer um debate historicamente silenciado”. Sua campanha está sendo trabalhada em três pilares: educação, diversidade e meio ambiente.

Idealizadora da ONG Transvest, projeto artístico-pedagógico que trabalha no combate a transfobia e  na inclusão de travestis, transexuais e transgêneros na sociedade, Duda faz um alerta para os eleitores, destacando que, mais importante do que apoiar candidatas e candidatos LGBTs ou ligado às causas, é prestar atenção ao partido pelo qual a pessoa se lança na disputa.

Temas: candidatura , MG , PSOL , travesti