Publicado em 24/12/2017 às 17h00.

Não é tarefa dos trabalhadores defender Lula, afirma PSTU

Situação do ex-presidente, com julgamento marcado para janeiro, não é "produto de uma perseguição política à classe trabalhadora", diz partido

Redação
Foto: Clara Rellstab/bahia.ba
Foto: Clara Rellstab/bahia.ba

 

Enquanto movimentos e organizações de esquerda planejam manifestações para o dia 24 de janeiro, quando o ex-presidente Lula (PT) será julgado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) afirmou, em texto publicado em seu site, que não é tarefa da “classe trabalhadora” participar de atos em defesa do petista.

“Não é tarefa da classe trabalhadora participar de atos em defesa ou contra Lula”, diz trecho da publicação, que questiona ainda o argumento de “golpe” amplamente utilizado desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“A verdade é que ninguém acredita mais nessa conversa de ‘golpe’, nem mesmo Lula, como ficou nítido na caravana do candidato pelo Nordeste ao lado de figuras do PMDB como Renan Calheiros ou o atual governador de Sergipe, Jackson Barreto. Ou as alianças com o PMDB que estão sendo articuladas país afora para as próximas eleições”, afirma a legenda.

O PSTU se posiciona contra medidas autoritárias, prisão sem provas ou qualquer limitação ao direito de defesa ou às liberdades democráticas, porém defende que o caso de Lula não é “produto de uma perseguição política à classe trabalhadora”, e sim “uma disputa entre dois campos burgueses dentro de uma democracia burguesa em crise”.

“O que vai ser julgado no dia 24 de janeiro, além de tudo, não é o direito de Lula se candidatar à presidência ou não, mas o tríplex que a OAS teria dado a ele. E Lula está tendo o direito de se defender e tem à disposição um sem número de recursos e caros advogados. Algo que 99% da população não sonharia em ter”, afirma o partido.